#24J: Manifestantes voltam a reivindicar o impeachment de Bolsonaro no ES

Cartazes, bandeiras, faixas, panfletos, carros de som e gritos de protestos contra a realidade caótica do país provocada por Bolsonaro, deram o tom à quarta manifestação de rua convocada nacionalmente este ano.  “O #24J foi marcado  por expressiva participação de docentes sindicalizadas/as que fizeram questão de usar a camiseta ‘Não à Reforma Administrativa – Servidor@s em luta’ distribuída pela Adufes”, frisa a presidenta do sindicato, Ana Carolina Galvão.
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Usando máscara e mantendo distanciamento social, manifestantes saíram da Praça de Jucutuquara rumo à Praça do Papa, ambas na capital. Pelo trajeto, passaram pela avenida César Hilal, em Bento Ferreira, e por ruas da Enseada do Suá.

Do alto de dois carros de som, dirigentes sindicais, estudantis, de movimentos organizados, como de Mulheres, Negras/os, indígenas, LGBTI, servidores dividiram o microfone, enquanto bandeiras eram levantadas com palavras de ordem “Fora Bolsonaro/Mourão”, “Vacina no braço, comida no prato”.

Greve geral. Em sua intervenção representando a Adufes, a secretária-geral do sindicato, Junia Zaidan, lembrou a política desastrosa e genocida do governo que já ceifou as vidas de mais de 550 mil vítimas por Covid-19, ampliou o desemprego e a fome.

“Mais do que resistir, é hora de revidar, é hora de avançar para ampliar a tomada das ruas não só pela queda de Bolsonaro, mas contra este sistema de exploração igualmente genocida”, convocou Junia.

Na pauta do #24J também esteve a defesa das empresas públicas, dos direitos da classe trabalhadora e o rechaço à Reforma Administrativa.  Além de Vitória,  atos também foram registrados em Alegre (sul), Marataízes e São Mateus, norte do Espírito Santo.

Grito pela democracia. Os protestos em favor do impeachment ocorreram em mais de 500 cidades do Brasil e do exterior, evidenciando a rejeição de Bolsonaro, ampliada após escandalosa ameaça do general Braga Netto, que comanda o Ministério da Defesa, de que as eleições de 2022 não acontecerão se não houver voto impresso no pleito.  O contexto de crise inclui, ainda denúncias de corrupção envolvendo a compra de vacinas pelo governo federal, que vão desde irregularidades e favorecimentos em contratos ilegais para a compra da vacina indiana Covaxin, mesmo sem aprovação da Anvisa, até cobrança de propinas para a compra de vacinas Astrazeneca.

Antes do #24J, houve outros protestos organizados por movimentos populares, centrais, entidades sindicais e partidos políticos. A sequência de manifestações aconteceu em maio (#29M), junho (#19J) e julho (#3J).

 

Adufes