Grito das/os Excluídas/os em Vitória pede: Fora, Bolsonaro!

Movimento se juntou ao #forabolsonaro e exigiu participação popular, comida, saúde, moradia, trabalho e renda. Diretores da Adufes e outras/os professoras/es da Ufes participaram da mobilização.

As ruas de Vitória ficaram marcadas nesse 7 de setembro por protesto contra as diversas formas de exclusão e pelo “Fora Bolsonaro”.  Em sua 27ª edição, o Grito dos Excluídos, também denunciou o crescimento do desemprego, da carestia, o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), o genocídio da juventude negra e do feminicídio no Espírito Santo, o desamparo das comunidades atingidas por barragens.

Com bandeiras, faixas, cartazes, professoras/es da Ufes levaram demandas das/os trabalhadoras/es do serviço público, como o desmonte da educação e a luta contra à Reforma Administrativa (PEC 32/2020), proposta pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido), apontada como ameaça perigosa ao serviço público.

A secretária-geral da Adufes, Junia Zaidan, criticou a agenda de contrarreformas que avança no Congresso.“A Reforma Administrativa segue em breve para a plenária da Câmara e temos que exigir dos parlamentares capixabas que assumam um posicionamento público diante do eleitorado”, reivindica, lembrando que apenas o senador Fabiano Contarato e o deputado Helder Salomão se comprometeram a votar contra a PEC32. Com concentração na Praça Getúlio Vargas, no Centro de Vitória, a caminhada percorreu à Avenida Beira-Mar até a Câmara Municipal/ Prefeitura Municipal, onde houve falas e encerramento das atividades.

Do alto do carro de som, os militantes condenaram o autoritarismo do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que no mês passado, deu ordens para expulsar servidoras/es aposentadas/os da sede da PMV durante protestos contra a nova lei da Previdência que impôs desconto linear de 14% na folha de pagamento da categoria.

Lula Rocha passará jamais!’ De forma especial, o militante Lula Rocha, falecido em 11 de fevereiro, foi lembrado por todas/os pela sua incansável luta em defesa dos direitos humanos e pelo trabalho na coordenação de edições do Grito dos Excluídos.  Voltando-se para a Câmara Municipal, que fica ao lado do prédio da prefeitura, as/os manifestantes registraram repúdio às ofensas proferidas pelo vereador Gilvan da Federal (Patriota), em sessão da Câmara Municipal realizada em 19 de junho, à memória do ativista.

Militantes, companheiras/os e familiares, presentes na manifestação, defenderam a trajetória e a história de Lula. A mãe, Maria da Penha Silva, e a  irmã, Ana Paula Rocha, que lembrou o legado deixado por ele, afirmando que Lula  sempre “defendeu a vida, jamais o ódio, o fascismo, o fuzil” e completou que Lula esteve ao lado do povo. “O povo não defende o ódio, defende a soberania do povo. Isso significa comida na mesa, e não fuzil, significa a solidariedade no meio de nós”.

Transmissão do Grito pelo Andes-SN. O sindicato nacional transmitiu o Grito dos Excluídos em diversas cidades do país durante toda a manhã. O estúdio do sindicato recebeu participantes para análise de conjuntura e intercalava com falas dos sindicalistas que estavam  nas ruas. A secretária geral da Adufes, Junia Zaidan, fez entrada ao vivo durante a transmissão, mostrando a movimentação na capital capixaba. “Não podemos aceitar que, num país com a matriz energética potente como o nosso, estejamos pagando 110 reais por um botijão de gás, nem tampouco sete reais pelo litro de gasolina. Não podemos aceitar que nosso povo esteja passando fome quando nossos recursos são transferidos aos bancos e grandes empresas pelo sistema da dívida pública”. Em diálogo com dirigentes que denunciavam  a política genocida de Bolsonaro durante a pandemia, Junia ressaltou que não é suficiente que a MP1045, conhecida como a “nova reforma trabalhista” tenha caído no Senado, assim como também não devemos aceitar que apenas alterem o texto da PEC32 da Reforma Administrativa. “Essas propostas antipovo têm que cair, junto com Bolsonaro, assim como tudo que produziu as condições para que um político como ele viesse não apenas a existir, mas a se eleger”, afirmou.

Embora tenha pautas múltiplas, O Grito dos Excluídos também  marca a intensificação da luta contra a Reforma Administrativa, que terá uma jornada de lutas entre os dias 14 e 17 de setembro, em Brasília.

Adufes